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ESPORTE INTERATIVO SE TORNA PROBLEMA NA AQUISIÇÃO DA AT&T DA WARNER; ENTENDA.

Data da postagem:30/05/2017
Esporte Interativo é um dos canais da Turner e é produzido no Brasil (Reprodução)

O canal Esporte Interativo, que disputa com a Globo os direitos na TV fechada do Campeonato Brasileiro Série A, a partir de 2019, se tornou o ''calcanhar de Aquiles'', no país, da milionária aquisição pela AT&T da Warner, proprietária do grupo Turner, que por sua vez é dono do Esporte Interativo. As informações foram publicadas pelo UOL Esporte, por Eduardo Ohata.


Juntas, AT&T e Warner faturam mais de US$ 300 bilhões em todo o mundo. A AT&T já era controladora no Brasil da operadora Sky, segunda maior força no setor de TV por assinatura, com mais de 5,3 milhões de assinantes. No Brasil, Sky, mais HBO e Turner, em um cálculo conservador, devem faturar por ano mais de R$ 7 bilhões.



Porém a fusão aguarda o aval das autoridades regulatórias no Brasil, no caso Cade e Anatel, que analisam a existência de um conflito de interesse. A Warner Brothers está à frente do caso pelo lado das emissoras.



A aquisição da Time Warner pela gigante da comunicação AT&T, contudo, respinga no canal Esporte Interativo. O artigo 5 da Lei do SeAC, que versa sobre ''propriedade cruzada'', dita que uma operadora não pode ter controle sobre conteúdo. Ou seja, programadora não pode ter controle sobre uma distribuidora e, consequentemente, ambas não podem ter o mesmo proprietário.







Em nota técnica enviada ao Cade, a Ancine posicionou-se a favor do veto da aquisição da Time Warner pela AT&T no Brasil.



Há quem defenda o grupo sob a alegação de que ele não tem operações de programação no Brasil, apenas ''representações comerciais'', e cita canais como a CNN, o TNT ou o Cartoon, que apenas retransmitiriam a programação original. Embora a dublagem/legendagem e inserção de comerciais locais já abra brecha para discussão da validade desse argumento.



Mas tal argumento é desmontado pela presença do Esporte Interativo no portfolio de canais da Turner, já que narração e comentários são produzidos no Brasil, fora o fato de que o canal negocia diretamente com clubes de futebol daqui os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro a partir de 2019.



O que não deixa de ser uma grande ironia. Se antes o problema da Turner era justamente não poder contar em seu cardápio com um canal esportivo, item considerado valioso em toda negociações com operadoras e também com o mercado anunciante.



Há no momento três caminhos especulados mais fortemente pelo mercado:



1) Venda do Esporte Interativo para algum outro grupo que não exerça atividade de distribuição no Brasil;
2) Retirada do canal das operadoras e distribuição nas plataformas digitais ou;
3) Exibição jogo a jogo via aplicativos (venda avulsa),



As questões que surgem especialmente no caso de materialização do primeiro cenário são várias: Os contratos podem ser repassados a outro canal no caso de aquisição por outro grupo, ou há cláusulas que impedem que isso aconteça? Os times que fecharam com o Esporte Interativo poderiam rescindir os contratos sob a alegação de que não querem perder a ''janela'' da TV por assinatura (para serem distribuídos exclusivamente via internet)?


Fonte:http://www.esporteemidia.com/2017/05/esporte-interativo-se-torna-problema-na.html




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